Centro de Estudos e Treinamento do Instituto Garrido realiza mais uma edição do curso de cirurgia Bariátrica no Centro de Eventos do Hospital Santa Rita
Em sua 16ª edição, evento, que reúne profissionais de equipes multidisciplinares voltados à obesidade mórbida, traz como novidade o tratamento do diabetes através da cirurgia

Foi realizado, entre os dias 9 e 11 de novembro, o curso de treinamento em cirurgia bariátrica promovido pelo Instituto Garrido. A maior parte da programação acontece no Centro de Eventos do Hospital Santa Rita.
Através de aulas expositivas ministradas por profissionais de renome da área, cirurgiões, clínicos, psicólogos e psiquiatras, nutricionistas e instrumentadores podem dividir-se em módulos e se aprofundar em seus setores particulares de atuação.
Entre inúmeras ações práticas e teóricas, destaque para a transmissão, ao vivo, de intervenção cirúrgica, diretamente da Sala Inteligente do centro cirúrgico do hospital, com transmissão simultânea para o Centro de Eventos graças ao moderno sistema tecnológico que interliga as salas, permitindo a troca imediata de impressões sobre o caso entre os médicos e todos os participantes.
Nesta edição, uma novidade importante e animadora: a cirurgia metabólica, que ainda está em ensaio clínico e é voltada a quem é portador do diabetes tipo 2. Leia, abaixo, o depoimento do Dr. Arthur B. Garrido Jr. a respeito.

Dr. Arthur B. Garrido Jr.
“A maior novidade nessa edição é que hoje já se esboça, com maior clareza, o caminho da cirurgia de obesidade se estendendo para a cirurgia das doenças metabólicas, em especial do diabetes. É algo que ainda está se iniciando, mas já existem evidências das primeiras tentativas desse tipo de tratamento que já começam a apontar para solução. Trata-se de uma grande esperança no tratamento de diabetes, principalmente do adulto, o diabetes tipo 2, que é o mais comum. Como sabemos, é muito difícil conseguir sucesso a longo prazo no tratamento do diabetes tipo 2 numa grande quantidade de pacientes. Exige uma atenção constante, uma insistência, uma perseguição muito cuidadosa do objetivo de controle permanente... Isso é muito difícil para qualquer ser humano. A cirurgia, por outro lado, mostra resultados muito animadores, que precisam naturalmente ser confirmados por dados de acompanhamento de longo prazo. Até porque há várias propostas técnicas, entre as quais é preciso escolher qual é a melhor. Creio que nos próximos dois a cinco anos, certamente, já teremos resultados mais definitivos sobre quando aplicar, que técnica aplicar e o que esperar em cada um dos tipos de tratamento cirúrgico para diabetes. Hoje é um pouco precoce, ainda está em fase de ensaio clínico, mas os resultados trazem entusiasmo.