Fatores genéticos aumentam risco de lúpus, dizem pesquisas (Folha OnLine)
21/01/2008 - Quatro estudos diferentes identificaram componentes genéticos que estariam vinculados a um risco maior de desenvolver uma forma severa de lúpus, uma doença auto-imune que afeta sobretudo as mulheres.
O lúpus provoca a produção de anticorpos, sobretudo produzidos por agentes infecciosos, que atacam os tecidos do organismo e provocam uma inflamação que pode resultar em risco de vida.
Os estudos, publicados nas revistas britânica "Nature Genetics" e americana "New England Journal of Medicine", explicam que as variações genéticas desempenham um papel no âmbito molecular do chamado "lúpus eritematoso sistêmico" (LES).
Esta doença crônica pode afetar a pele, o sistema cardiovascular, o cérebro e os rins. O tratamento atual reduz os sintomas, mas não é capaz de curar.
A enfermidade afeta 31 em cada 100.000 mulheres de origem européia. Os estudos se concentram agora nos enfermos mais afetados, os de origem hispânica, africana ou asiática, segundo as pesquisas.