5 hábitos que cuidam do coração e quando fazer o check-up

Em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração chama a atenção para um cuidado que precisa continuar durante todo o ano. A data destaca principalmente a importância de conhecer e controlar fatores que afetam a saúde cardiovascular.

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 19,8 milhões de pessoas morreram em decorrência dessas doenças em 2022, o equivalente a aproximadamente 32% de todas as mortes registradas globalmente.

Parte relevante do risco cardiovascular está relacionada a fatores que podem ser modificados. E é sobre eles que vamos falar neste artigo.

1. Priorize uma alimentação equilibrada

Uma alimentação adequada contribui para o controle de fatores relacionados à saúde cardiovascular, como pressão arterial, colesterol, glicemia e peso corporal.

No dia a dia, vale priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões e outras preparações feitas com alimentos frescos, além de reduzir o excesso de sal, açúcar, gorduras e ultraprocessados.

Mais importante do que buscar uma alimentação “perfeita” é construir um padrão balanceado que possa ser mantido a longo prazo.

2. Coloque o corpo em movimento

A prática regular de atividade física está associada a benefícios para a saúde cardiovascular e o controle da pressão arterial, da glicemia e do peso. Também pode contribuir para o sono, o condicionamento e o bem-estar.

Caminhar, pedalar, nadar e dançar são algumas possibilidades. Para quem está sedentário, começar aos poucos pode tornar o hábito mais viável.

Pessoas com doenças prévias, limitações físicas ou sintomas intensos durante o esforço devem conversar com um profissional de saúde para receber orientação individualizada.

3. Cuide da qualidade do sono

O sono insuficiente e de má qualidade é reconhecido como um fator de risco crítico, aumentando a chance de desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Para adultos, o Ministério da Saúde recomenda uma média de 7 a 9 horas de sono por noite. A qualidade também importa. Dificuldade persistente para dormir, despertares frequentes, ronco intenso, pausas na respiração percebidas por outra pessoa ou cansaço excessivo durante o dia exigem avaliação profissional.

4. Aprenda a reconhecer e controlar o estresse

O estresse faz parte das respostas naturais do organismo. No entanto, quando se torna frequente ou prolongado, pode estar associado a alterações como aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, piora do sono e maior dificuldade para manter outros hábitos saudáveis para o coração.

Por isso, cuidar da saúde emocional faz parte do cuidado com o coração. Reservar momentos de descanso, incluir atividades prazerosas na rotina e buscar ajuda profissional quando o sofrimento persistir são atitudes importantes.

Como mostramos no artigo “Setembro Amarelo: saúde mental também toca o coração“, mente e corpo estão conectados.

5. Pare de fumar e evite o consumo excessivo de álcool

O tabagismo está entre os principais fatores modificáveis relacionados às doenças cardiovasculares. Parar de fumar reduz a exposição a substâncias que prejudicam os vasos sanguíneos e o coração. Para quem encontra dificuldade nesse processo, o acompanhamento profissional pode oferecer estratégias adequadas.

O álcool também requer atenção. Seu consumo excessivo está ligado a problemas cardiovasculares, como hipertensão e alterações do ritmo cardíaco. Reduzir ou evitar a ingestão é uma forma de diminuir a exposição a esse fator de risco.

Hábitos importam. E o check-up cardiológico?

Além dos cuidados no dia a dia, o acompanhamento médico faz parte da atenção à saúde cardiovascular. Condições como pressão alta, alterações do colesterol e diabetes, por exemplo, podem permanecer sem sintomas por bastante tempo.

A consulta médica é essencial para identificar fatores de risco e definir quais cuidados fazem sentido para cada pessoa. O Ministério da Saúde orienta que o check-up seja individualizado de acordo com idade, histórico pessoal e familiar e outros aspectos de saúde, evitando exames desnecessários.

A partir de que idade devo fazer um check-up cardiológico?

Não existe uma idade única a partir da qual todas as pessoas precisem iniciar um check-up cardiológico. O momento da avaliação depende de fatores como histórico pessoal e familiar, peso corporal, nível de atividade física e presença de sintomas.

O que costuma acontecer na consulta?

A avaliação começa pela conversa com o médico. Nesta etapa, é comum falar sobre sintomas, padrão de alimentação, atividade física, sono, estresse, tabagismo, consumo de álcool, medicamentos em uso e histórico familiar. A consulta geralmente também inclui exame físico e aferição da pressão arterial.

De acordo com essa avaliação, o médico pode solicitar exames laboratoriais, como perfil de colesterol, triglicerídeos e glicemia, além de considerar outros exames cardiovasculares quando houver indicação.

Eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e Holter não devem ser entendidos como uma lista obrigatória para todas as pessoas. A necessidade de cada exame depende da idade do paciente, dos sintomas, dos fatores de risco e dos achados da consulta. Por isso, o check-up cardiológico deve ser individualizado.

O que levar para a consulta?

Se tiver, leve os seus exames anteriores e uma lista dos medicamentos e suplementos que você utiliza. Também vale reunir informações sobre doenças já diagnosticadas e sobre casos de infarto, AVC ou outras doenças cardiovasculares na família, principalmente quando ocorreram em idades mais jovens.

Se houver algum sintoma, anote quando começou, com que frequência aparece e em quais situações ocorre, pois isso ajuda o médico a entender melhor o seu histórico.

Com que frequência repetir o check-up?

Não há um intervalo único para todos. A frequência depende da idade, dos fatores de risco, dos resultados da avaliação e da presença de doenças já diagnosticadas.

Algumas pessoas precisam de acompanhamento mais frequente, enquanto outras podem ter intervalos maiores. A periodicidade é definida com o médico.

Cuidar do coração é um compromisso para o ano inteiro

Se já faz tempo que você não avalia sua saúde cardiovascular ou se possui fatores de risco, procure orientação médica. No Hospital Santa Rita, você pode contar com o Centro de Cardiologia, formado por uma equipe multidisciplinar e uma estrutura integrada para diagnósticos, tratamentos e intervenções cardiovasculares.

Converse com um especialista sobre o cuidado com o seu coração.

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