O Outubro Rosa destaca a importância de olhar com mais atenção para a própria saúde. Embora a campanha seja associada principalmente ao câncer de mama, ela também amplia a conversa sobre consultas médicas, exames de rotina e os cuidados relacionados ao câncer de colo do útero.
E essa mensagem deve se estender ao longo de todo o ano. O acompanhamento regular da saúde é essencial para avaliar fatores individuais, conversar sobre hábitos de vida, orientar a conduta adequada para cada caso e identificar quando alguma investigação adicional pode ser necessária.
Câncer de mama: prevenção e detecção precoce
O câncer de mama não tem uma causa única. Idade, histórico familiar, perfil genético, fatores hormonais e características individuais podem influenciar o risco. Alguns deles não podem ser modificados, mas determinados hábitos contribuem para reduzir a chance de desenvolver a doença.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre as medidas que podem colaborar para a prevenção do câncer de mama estão:
- Praticar atividade física;
- Adotar uma alimentação mais saudável;
- Manter o peso corporal adequado;
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Não fumar e evitar o tabagismo passivo;
- Amamentar pelo maior tempo possível, quando for o caso.
A detecção precoce também é fundamental, pois as chances de sucesso no tratamento são maiores quando a doença é identificada no início. Por isso, vale prestar atenção aos sinais do corpo, buscar avaliação quando algo parecer diferente e manter os exames de rastreamento em dia, conforme orientação médica.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento, para
mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos, dos 50 aos 74 anos, a cada dois anos.
Mulheres entre 40 e 49 anos ou acima de 74 anos também podem realizar o exame,
mediante orientação de um profissional de saúde sobre seus possíveis riscos e
benefícios. Para mulheres com risco elevado, a recomendação deve ser
individualizada.
Câncer de colo do útero: prevenção e rastreamento
O câncer de colo do útero está fortemente relacionado à infecção persistente por tipos de alto risco do papilomavírus humano (HPV). Por isso, a vacinação contra esse vírus é uma das principais formas de prevenção. O uso de preservativos durante as relações sexuais também contribui para reduzir a transmissão.
Os exames de rotina são essenciais para identificar a presença do HPV oncogênico ou alterações que podem anteceder o desenvolvimento do câncer. No Brasil, as diretrizes atuais indicam o teste molecular de DNA-HPV para o rastreamento.
Para pessoas de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual, um resultado negativo permite, em geral, repetir o teste após cinco anos. Em locais onde essa tecnologia ainda não está disponível, o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, continua sendo uma alternativa segura e eficaz.
Como as recomendações podem variar conforme histórico de saúde, resultados anteriores e fatores individuais, a consulta médica é fundamental para definir qual exame realizar e em que momento.
No Centro Médico do Hospital Santa Rita, a especialidade de ginecologia está disponível para consultas de rotina, avaliação da saúde ginecológica e orientação sobre exames preventivos.
Por que realizar consultas e exames regularmente?
Manter uma rotina de consultas não serve apenas para solicitar exames. Esse encontro também é uma oportunidade para revisar o histórico pessoal e familiar, conversar sobre vacinação, saúde sexual e reprodutiva, uso de medicamentos e hormônios, além de sintomas recentes e mudanças no estilo de vida.
Junto a isso, o profissional pode avaliar quais exames realmente fazem sentido em cada momento da vida da pessoa. A frequência das consultas e dos exames não é igual para todos. Fatores como idade, histórico familiar, cirurgias prévias, fatores genéticos e condições de saúde podem modificar as recomendações.
Por isso, evitar tanto a falta quanto o excesso de exames faz parte de uma abordagem individualizada e baseada em evidências.
E como fica a prevenção para pessoas trans?
Pessoas trans também devem receber orientações sobre prevenção e detecção precoce do câncer de mama e do câncer de colo do útero, quando esses cuidados forem aplicáveis à sua anatomia e ao seu histórico de saúde.
Para mulheres trans em terapia hormonal de afirmação de gênero, assim como para homens trans e pessoas não binárias que mantêm as mamas, as recomendações de rastreamento do câncer de mama devem ser consideradas de acordo com a idade, o histórico familiar e os demais fatores individuais.
Quando houver cirurgia mamária, é importante informar ao profissional qual procedimento foi realizado, pois pode permanecer tecido mamário e a necessidade de avaliação deve ser individualizada.
Homens trans e pessoas não-binárias com o útero e o colo do útero preservados também devem seguir as recomendações de rastreamento do câncer de colo do útero. A identidade de gênero, por si só, não elimina a necessidade de avaliar órgãos e tecidos que permanecem presentes.
Em todos esses casos, cirurgias de afirmação de gênero, uso de hormônios e características individuais precisam ser considerados para definir quais exames são necessários e qual a melhor forma de acompanhar a saúde ao longo do tempo.
Nesse contexto, o Centro de Afirmação de Gênero do Hospital Santa Rita oferece atendimento especializado, acompanhamento multidisciplinar e infraestrutura hospitalar de alto padrão em diferentes etapas da jornada de pessoas trans.
Outubro Rosa: um compromisso com a saúde o ano todo
A campanha coloca a importância do autocuidado em evidência, mas essa atenção não precisa terminar com o mês de outubro. Reservar espaço na rotina para consultas, exames, hábitos saudáveis e para perceber mudanças no próprio corpo é uma forma de fortalecer a saúde ao longo de todo o ano.
No Hospital Santa Rita, você encontra atendimento em ginecologia no Centro Médico e no Centro de Afirmação de Gênero para receber orientações de forma individualizada.
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